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Teoria da Escolha e Risco

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Igor Chofi Membro LANP Vamos a um teste: 1) Você prefere a situação A ou a situação B? Situação A: certeza de ganhar 100 milhões de francos; Situação B: 10% de probabilidade de ganhar 500 milhões de francos; 89% de probabilidade de ganhar 100 milhões de francos; 1% de probabilidade de não ganhar nada. 2) Você prefere a situação C ou a situação D? Situação C: 11% de probabilidade de ganhar 100 milhões de francos; 89% de probabilidade de não ganhar nada. Situação D: 10% de probabilidade de ganhar 500 milhões de francos; 90% de probabilidade de não ganhar nada. Enquanto a Teoria da Utilidade Esperada (TUE) é a teoria padrão de tomada de decisão e supõe que as pessoas façam escolhas visando maximizar essa função, a Economia Comportamental, através da analise das anomalias, percebe novas teorias podem ser propostas de acordo com o comportamento do consumidor. De acordo com o Paradoxo de Allais exemplificado acima, pela TUE quem escolhe a opção A (entre A e B)...

Resenha do artigo “Nudging for Good- O caso do programa Unidos Por Crianças Mais Saudáveis”

 Viviane Villar Aparecida Membro da LANP Graduanda em Economia - UFV Resultados de uma das aplicações pioneiras sobre nudge no Brasil. A interessante abordagem do trabalho que trata de uma bem sucedida tentativa de aplicação do conceito de nudge (empurrão) aplicado à um programa que analisou a obesidade infantil, patrocinado por uma grande empresa numa cidade do interior de São Paulo. Devido aos números alarmantes sobre obesidade infantil e sobre a expectativa de vida, uma empresa multinacional tomou a iniciativa de incetivar alguns países a aplicar técnicas para diminuir estes índices. Por meio da economia comportamental e da inteligente arquitetura da escolha, “simplificar o caminho até a escolha”, “dar feedback sobre as coisas” e “criar incentivos” são exemplos de   princípios de Thaler & Sustein (2008) sobre a aplicação do nudge. Chamar atenção para comidas mais saudáveis, destacar combinações de alimentos nutritivos e dificultar o caminho para ...

Economia Comportamental: O Nudge

Roberto de Almeida Monteiro Estudante de Economia da UFV  Membro da LANP A ciência comportamental comprova que a grande maioria das  decisões que  tomamos no dia-a-dia são automáticas: não paramos para pensar. Usamos alguns atalhos mentais (pequenas regras, vieses) desenvolvidos ao longo de nossas vidas. Estes atalhos mentais são muitas vezes compartilhados entre pessoas da mesma cultura. Nudge é um “empurrãozinho” que leva pessoas a mudarem, de maneira previsível, seus hábitos ou comportamentos beneficiando a si e à sociedade como um todo. A ideia do nudge, segundo Cass R. Sunstein, é a de criar formas que sejam capazes de direcionar o consumidor ao passo que também preserve sua liberdade e, ao mesmo tempo, indique uma escolha padrão, um bom exemplo que deixa clara essa ideia é o funcionamento de um GPS, que indica o caminho sem obrigar o motorista a seguir aquela direção, dando uma sugestão que possa servir com base para a tomada de decisão. “Um ...

Intangibilidade do Longo Prazo

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Yury Moza da Costa Estudante de Economia UFV Membro da LANP O Brasil, assim como outros países vizinhos, passa por uma crise econômica. Diante disso surgem inúmeras propostas de políticas e reformas que visam a saída dessa situação. Dentre elas, percebe-se um fato curioso: as políticas de longo prazo, que exigem um “sacrifício” atual com o fim de obter benefícios futuros, são as que menos tem a aprovação popular. Para iluminar esse assunto, a economia comportamental traz o conceito de tangibilidade e aversão à perda. A primeira se refere à dificuldade das pessoas em abdicar de algo concreto, presente, em favor de um benefício futuro, que é intangível, como, por exemplo, a dieta. Uma refeição altamente calórica é muito mais tangível do que a melhora de saúde que a reeducação alimentar proporciona. Já a segunda diz respeito ao fato das pessoas sentirem mais peso na perda do que no ganho, mesmo que no fim o resultado seja o mesmo. Parece corriqueiro pensar que o bras...

O estudo do comportamento como ferramenta de avanço social

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Aline Barros Estudante de Economia UFV Membro da LANP A sociedade tem investido em tecnologias que atingem boa parte da população, principalmente visando avanços, sejam eles sociais ou econômicos. Entretanto, encontram-se estimativas em certas áreas do globo que demonstram que a porcentagem de adesão a certas inovações não é completa. Muitos de nós ainda relutamos em adotar certos comportamentos que poderiam inclusive melhorar a qualidade de vida de todos.  Como, então, seria possível convencer o restante da população a adotar certas ações?A resposta, segundo Sendhil Mullainathan, economista comportamental, seria encontrada por meio de aplicações das ciências comportamentais. Em uma palestra divulgada pela plataforma TED, ele disserta sobre essa massa de pessoas que não adoram certos hábitos, sendo estes mecanismos de prevenção à problemas de saúde ou morte.  Uma grande ilustração desse problema: a taxa de mortalidade infantil na Índia e sua relação com os índi...

Nudge Cotidiano

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Maria Alice de Souza Estudante de Economia UFV Membro da LANP Para o ganhador do premio Nobel, Richard Taller, o significado de nudge, no estudo da ciência comportamental, é similar ao empurrão para a escolha certa, como descreve no seu livro. Fazendo jus a essa denominação, é possível encontrar formas de nudge no cotidiano popular. Imaginamos o nudge como GPS, sempre indicando a melhor rota mas nunca obrigando a segui-la, o termo pode ser encontrado desde post its com obrigações diárias até em folhas de pagamento para o fundo de aposentadoria. É comum analisar nudges cotidianos mas é raro assimilar ao estudo da Economia Comportamental, visto que é um estudo ainda pouco procurado no território brasileiro, apesar de tomar posse de vários de seus ramos comportamentais.  O nudge se encontra em suas formas básicas e também complexas, como por exemplo, você vai ao supermercado em horário de pico, e se depara ao final da sua compra, com uma grande fila para efetu...

Um outro olhar na tomada de decisão

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Isabella Teixeira Arriello Estudante de Economia UFV Membro da LANP Um dos pilares da tomada de decisão, o efeito framing é o viés que descreve a form como somos afetados por uma simples mudança em como o problema é formulado ou como as opções são enquadradas em determinadas situações. Nesse contexto, a escolha do consumidor tende a se voltar aos ganhos, a opção que parece mais favorável e positiva, o que chamamos de aversão à perda, pois o ser humano, em sua racionalidade, é avesso a qualquer tipo de perda por mais mínima que seja. O exemplo mais clássico nesse viés que auxilia em seu entendimento considera duas decisões a serem tomadas: DECISÃO A 1) Ganho certo de R$240 ou 2) 25% de chance de ganhar R$1000 e 75% de chance de não ganhar nada DECISÃO B 1) Perda certa de R$750 ou 2) 75% de chance de perder R$1000 e 25% de chance de não perder nada Você escolheria A ou B? Provavelmente você respondeu A, mas se tivesse que escolher uma de cada, diria 1 em A...