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O intervencionismo estatal 2.0: consequência dos insights da Economia Comportamental

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Letícia Pereira Membro da Liga Acadêmica Newton Paulo Bueno Estudante de graduação em Economia da UFV Levando em consideração que o foco de pesquisa da Economia Comportamental é o estudo da influência dos fatores emocionais e comportamentais que atuam nas decisões econômicas dos indivíduos, os quais nem sempre tendem a fazer escolhas racionais, irei analisar a importância dessa área e sua aplicação nas ações do Estado. Primeiramente, vou apresentar o conceito de viés estudado por Daniel Kahneman e posteriormente citarei três conceitos de extrema importância para o entendimento do porquê a utilização da Economia Comportamental nas políticas públicas é de grande significado e permite o alcance dos resultados almejados com menos custos do que as intervenções estatais tradicionais. Entretanto, veremos também que esse paternalismo, apesar de não obrigar e nem proibir o indivíduo a segui-lo, direciona a escolha, o que se to...

Nudge e arquitetura da escolha

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Viviane Villar, estudante de Graduação do 2º período  em Economia da Universidade Federal de Viçosa, membro da Liga Acadêmica Newton  Paulo Bueno. “Forma, estrutura” (AURELIO, Dicionário). De acordo com esta definição, arquitetura da escolha pode ser descrita como uma técnica de seleção para que a melhor escolha seja feita. Nudge pode ser traduzido pro português como "empurrãozinho" ou "cutucada" e para ser considerado, é necessário ser uma técnica barata e que possa haver liberdade de escolha. Este "empurrãozinho" pode ser aplicado de diversas formas:  Quando recebe-se um SMS de uma operadora, informando o valor do saldo, há uma técnica de Nudge, onde a empresa a utiliza para facilitar a vida do consumidor. A disposição das comidas num restaurante também é uma técnica de Nudge, De acordo com a organização, o cliente vai consumir mais carne ou mais salada. Tal ferramenta apresenta custos baixos e resultados imediatos e por isso países...

BOLETIM DE GESTÃO DA LIGA ACADÊMICA NEWTON PAULO BUENO DE ECONOMIA E COMPORTAMENTO

A LANP tem como objetivo realizar atividades de pesquisa e extensão aplicando, de forma multidisciplinar, o referencial da Economia Comportamental. Contamos com a participação de estudantes de Graduação e Pós-Graduação sob a coordenação do professor Luciano Dias de Carvalho, do Departament o de Economia (DEE-UFV).É com muita satisfação que a diretoria da LANP lança seu primeiro boletim de gestão.A fundação da liga foi um desafio ambicioso e carregado de trabalho árduo. Todos os membros são de extrema importância nessa trajetória, construindo a cada dia um pedaço dessa instituição, que se tornou forte.O boletim traz aspectos históricos e gerenciais de nossas atividades. https://drive.google.com/file/d/0B7YewuaJkmFIVlNiNGxRdjl3NTQ/view?usp=sharing

Auxílios da Economia Comportamental para a análise da tomada de decisões

Letícia Pereira, Estudante de graduação em Ciências Econômicas UFV A economia comportamental é um campo de estudo relativamente novo, o qual incorpora análises empíricas do campo da psicologia para analisar a esfera econômica. Indo contra a perspectiva tradicional do homo economicus , a economia comportamental descarta a hipótese neoclássica de que o homem é capaz de tomar decisões racionais, centradas apenas no próprio interesse e com capacidade ilimitada de processar informações, a fim de maximizar seu ganho. Portanto, é possível inferir que esse incipiente estudo, tornou-se essencial para entendermos as decisões individuais bem como mensurarmos a influência que os fatores emocionais e comportamentais atuam nas decisões econômicas dos indivíduos, que nem sempre tendem a fazer escolhas racionais. Sendo assim, irei analisar alguns exemplos que foram estudados por grandes escritores e são presentes em nosso dia-a-dia com o intuito de que possamos compreender a abrangência e im...
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Dilemas em torno da média Divagações acerca da Teoria da Perspectiva Lauro Marques Vicari, membro da Liga Acadêmica Newton Paulo Bueno e acadêmico da Universidade Federal de Viçosa                 – Professor, por que o senhor me tirou cinco pontos nesta questão? – pergunta o aluno.             – Não fui eu que tirei, foi você que perdeu. – retruca o professor.             Quem já foi estudante, certamente se deparou ou até mesmo protagonizou um diálogo como este. Uma nota ruim, a eminente ameaça ao avanço dos anos letivos e a redução das sonhadas férias, se apresentam constantemente como motivos para o professor ser enxergado como uma figura perversa e sem coração. Diante disso, o pobre coitado, sempre munido de saídas irrefutáveis às críticas de sua plateia na esperança de reduzir ...
O desafio da Economia da felicidade Adauto Brasilino Rocha Junior- Engº Agrônomo e Mestrando em Economia.             Conforme detalhado por Espiridião et al.(2008), a ciência têm percebido que os estados mentais se expressam fisicamente através da ativação de áreas específicas do sistema nervoso associada à ação de hormônios que banham o nosso corpo. Serotonina, hipocretina, noradrenalina, dopamina, entre outros peptídeos, têm se destacado como os principais responsáveis pelas sensações de felicidade, euforia, tristeza, depressão, entre outros estados da psique, dependendo do balanço em que se encontram em nosso corpo regulando a atividade de nossos neurônios. As descobertas não param por aí, recentemente, a dimetiltriptamina (N,N-dimetiltriptamina), um alucinógeno enteógeno produzido na glândula pineal¹, têm sido indicada como possível origem das experiências místicas e religiosas. O mais interessante nesse cenário é que ...

Contribuições da economia comportamental à Economia da Educação

Gustavo Dantas Mestrado em Ciências econômicas pela UFV Por todos os lados ouve-se dizer que a educação de um povo é uma das melhores ferramentas para o desenvolvimento econômico sustentável de uma nação. Tal constatação é tratada como consensual para a população em geral. Mas afinal de contas, qual o mecanismo de propagação dos ganhos da educação sobre uma economia? E mais, qual contribuição a economia comportamental tem a nos dar acerca da temática? Estes são os principais questionamentos que me proponho a tentar elucidar neste pequeno artigo de estreia. Comecemos, portanto, dos primórdios. A primeira teoria que se propôs a tratar a educação como fator endógeno ao progresso econômico foi a teoria do Capital Humano. Seus precursores, Jacob Mincer (1958), Theodore Schultz (1961) e Gary Becker (1962), inovaram a teoria econômica ao considerarem a educação como decisão de investimento, dando um caráter de capital à educação. Indivíduos dotados de racionalidade plena decidem por...