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Auxílios da Economia Comportamental para a análise da tomada de decisões

Letícia Pereira, Estudante de graduação em Ciências Econômicas UFV A economia comportamental é um campo de estudo relativamente novo, o qual incorpora análises empíricas do campo da psicologia para analisar a esfera econômica. Indo contra a perspectiva tradicional do homo economicus , a economia comportamental descarta a hipótese neoclássica de que o homem é capaz de tomar decisões racionais, centradas apenas no próprio interesse e com capacidade ilimitada de processar informações, a fim de maximizar seu ganho. Portanto, é possível inferir que esse incipiente estudo, tornou-se essencial para entendermos as decisões individuais bem como mensurarmos a influência que os fatores emocionais e comportamentais atuam nas decisões econômicas dos indivíduos, que nem sempre tendem a fazer escolhas racionais. Sendo assim, irei analisar alguns exemplos que foram estudados por grandes escritores e são presentes em nosso dia-a-dia com o intuito de que possamos compreender a abrangência e im...
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Dilemas em torno da média Divagações acerca da Teoria da Perspectiva Lauro Marques Vicari, membro da Liga Acadêmica Newton Paulo Bueno e acadêmico da Universidade Federal de Viçosa                 – Professor, por que o senhor me tirou cinco pontos nesta questão? – pergunta o aluno.             – Não fui eu que tirei, foi você que perdeu. – retruca o professor.             Quem já foi estudante, certamente se deparou ou até mesmo protagonizou um diálogo como este. Uma nota ruim, a eminente ameaça ao avanço dos anos letivos e a redução das sonhadas férias, se apresentam constantemente como motivos para o professor ser enxergado como uma figura perversa e sem coração. Diante disso, o pobre coitado, sempre munido de saídas irrefutáveis às críticas de sua plateia na esperança de reduzir ...
O desafio da Economia da felicidade Adauto Brasilino Rocha Junior- Engº Agrônomo e Mestrando em Economia.             Conforme detalhado por Espiridião et al.(2008), a ciência têm percebido que os estados mentais se expressam fisicamente através da ativação de áreas específicas do sistema nervoso associada à ação de hormônios que banham o nosso corpo. Serotonina, hipocretina, noradrenalina, dopamina, entre outros peptídeos, têm se destacado como os principais responsáveis pelas sensações de felicidade, euforia, tristeza, depressão, entre outros estados da psique, dependendo do balanço em que se encontram em nosso corpo regulando a atividade de nossos neurônios. As descobertas não param por aí, recentemente, a dimetiltriptamina (N,N-dimetiltriptamina), um alucinógeno enteógeno produzido na glândula pineal¹, têm sido indicada como possível origem das experiências místicas e religiosas. O mais interessante nesse cenário é que ...

Contribuições da economia comportamental à Economia da Educação

Gustavo Dantas Mestrado em Ciências econômicas pela UFV Por todos os lados ouve-se dizer que a educação de um povo é uma das melhores ferramentas para o desenvolvimento econômico sustentável de uma nação. Tal constatação é tratada como consensual para a população em geral. Mas afinal de contas, qual o mecanismo de propagação dos ganhos da educação sobre uma economia? E mais, qual contribuição a economia comportamental tem a nos dar acerca da temática? Estes são os principais questionamentos que me proponho a tentar elucidar neste pequeno artigo de estreia. Comecemos, portanto, dos primórdios. A primeira teoria que se propôs a tratar a educação como fator endógeno ao progresso econômico foi a teoria do Capital Humano. Seus precursores, Jacob Mincer (1958), Theodore Schultz (1961) e Gary Becker (1962), inovaram a teoria econômica ao considerarem a educação como decisão de investimento, dando um caráter de capital à educação. Indivíduos dotados de racionalidade plena decidem por...

OS VIESES COGNITIVOS E O POMBO ENXADRISTA

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Beatriz de Almeida Mestranda em Ciências Econômicas pela UFV Foi ou não foi golpe? O aborto deveria ser legalizado? Os professores estão doutrinando as crianças nas escolas? E a ideologia de gênero? A atleta superou suas dificuldades por esforço próprio e incentivo da iniciativa privada ou por ter contado com políticas públicas de inclusão? É Presidente ou Presidenta? Qual a última vez em que você se envolveu em uma discussão política? Caso não tenha se envolvido muito recentemente em uma, certamente presenciou ou observou pelas redes sociais discussões acaloradas. O fim dessas discussões, quase sempre, se dá com uma das partes bradando ofensas morais contra a outra e contra a senhora sua mãe. Os chamados vieses cognitivos, estudados pela psicologia e economia comportamental, podem explicar um pouco do porquê costumamos atribuir adjetivos nada agradáveis a quem discorda de nós. Eles também explicam por que as pessoas podem defender ideias absurdas, por vezes mentiras, mes...

O Fetiche do Futebol

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  Lucas Adriano Silva , Estudante de Ciências Econômicas pela  Universidade Federal de Viçosa   membro da Liga Acadêmica Newton Paulo Em média quem ganha mais, um enxadrista ou um jogador de futebol? Em 2014 o melhor e mais bem pago enxadrista do mundo, o norueguês Magnus Carlsen, ganhava cerca de R$ 2,4 milhões por ano. Enquanto o argentino Lionel Messi, o melhor futebolista daquele ano, faturava acima de R$ 100 milhões anuais. Até mesmo futebolistas bem menos qualificados, a exemplo de Diego Tardelli, em 2013 ganhava anualmente cerca de R$ 4,2 milhões, quase o dobro do salário de Carlsen, que tinha sido campeão mundial no mesmo ano. A explicação para a desigualdade de rendimentos entre enxadristas e futebolistas pode ser encontrada no mercado. Mercado que de forma simplificada, é definido pela interação entre oferta e demanda. A partir dessa interação, desconsiderando aqui outros aspectos, como a interferência governamental, tem-se que uma mercadoria ...

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