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A Economia Comportamental como uma ferramenta para o marketing

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Matheus Henrique Pereira Santos Estudante de Economia na UFV Membro da LANP Tendo em vista que dado o mundo tecnológico e globalizado em que estamos situados, informações acabam sendo difundidas a cada segundo, e sendo assim, os consumidores se veem cada vez mais indecisos quanto às escolhas a serem tomadas. Como dito por Kotler, professor e especialista na área de marketing, o processo de compra de um determinado consumidor pode ser dividido em 4 etapas fundamentais quais são: reconhecimento da necessidade (algo está incomodando ao consumidor), a busca de inf ormações, a análise das opções e finalmente o processo de efetuar a compra. Muitos estudiosos afirmam que as três primeiras fases desse fluxo existem um esforço cognitivo significante em detrimento da 4ª fase, ou seja, os agentes econômicos agem de forma exigindo do que seria o sistema 2 de tomada de decisão pelo indivíduo nas primeiras etapas, segundo o teórico comportamental Kahneman. O sistema 2 tem características de...

A Constituição como compromisso prévio

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Davi Augusto Santana de Lelis  [i] Membro da LANP As ciências sociais aplicadas se rendem cada vez mais à perspectiva de que o ser humano não é plenamente racional. Nesta perspectiva, estudos de como a sociedade se organiza e age devem levar em consideração que o comportamento humano está sujeito às influencias cognitivas, sociais, ideológicas e emocionais não previstos nas teorias tradicionais.             Na interação entre Estado e Sociedade – em especial no desenho de políticas públicas -, o reconhecimento de que o comportamento humano sofre influências externas, levou a economia comportamental à ideia de nudge (empurrão): abordagem que preserva a liberdade de escolha, mas que influencia a tomada de decisão do indivíduo. Sunstein [ii] exemplifica as aplicações de nudge: (1) regra default, como a inscrição automática em programas de previdência; (2) simplificação de formulários; (3) uso de normas sociais...

Psicologia da pobreza - Uma análise da Economia comportamental

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Texto de Leticia Lispector Estudante de Graduação em Economia na UFV Membro da LANP Pobreza pode ser definida como “condição humana caracterizada por privação sustentada ou crônica de recursos, capacidades, escolhas, segurança e poder necessários para o gozo de um adequado padrão de vida e outros direitos civis, culturais, econômicos, políticos e sociais”. Ela é uma questão principalmente ligada a uma condição social e econômica, levando em conta a falta de recursos econômicos, além de ser um grande problema a ser trabalhado por políticas públicas. Por esse motivo, fatores que a influenciam devem ser analisados a fim de se obter soluções e para isso a economia comportamental entra como uma grande aliada partindo da observação de outros vieses de que a própria pobreza pode sustentar comportamentos que dificultam escapar dela. A pergunta que se faz então é: essa condição influencia os padrões de escolha econômica das pessoas e seus estados afetivos? Estudos e experimentos v...

O conflito “presente x futuro” sob a ótica da Economia Comportamental

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Lucas Ribeiro Estudante de Economia pela UFV Membro  diretor da LANP Em muitos momentos da vida paramos para planejar o futuro, traçar planos e objetivos. Para que possamos atingi-los temos que fazer escolhas, que possivelmente exigirão um certo sacrifício no presente. Um dos exemplos mais claros acerca deste conflito é a decisão entre poupar para o futuro ou consumir no presente. Essa é uma ideia bem simples e que a maioria das pessoas estão cientes, entretanto, muitos indivíduos tem dificuldade em poupar, chegando até a possuir dívidas. Em pesquisa realizada pelo SPC Brasil (2016) há um total de 58,7 milhões de pessoas na condição de inadimplentes, que representa cerca de 39,21% da população brasileira. Mesmo considerando o momento de recessão vivido e desconsiderando indivíduos que possuem apenas renda de subsistência, o número de pessoas que não poupam ainda é grande.                 P...

Boletim de atuação da LANP 2016.2

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"O ano de 2016 foi um verdadeiro presente para a LANP. Tantas oportunidades, conquistas e o tão gratificante reconhecimento por parte de pessoas direta e indiretamente envolvidas em nosso projeto. Tamanho sentimento só poderia mesmo advir do maravilhoso trabalho de cada membro, que com sua essência e protagonismo, mostrou ser possível unir esforços por uma causa maior, fazendo valer o uso do mais belo pronome: ‘nós’." Confira, então, o link com o Boletim que demostra todas as atividades, as realizações e conquistas da LANP no 2016.2: https://drive.google.com/file/d/0B7YewuaJkmFINnZiZG5nMWYtY00/view?usp=sharing
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A interface entre a Economia Comportamental e as Políticas Públicas: exemplos recentes aplicados ao Brasil Parte I - (Crédito) Lauro Marques Vicari, membro da Liga Acadêmica Newton Paulo Bueno e estudante do curso de Ciências Econômicas da Universidade Federal de Viçosa Os economistas comportamentais vêm empreendendo grandes esforços na missão de promover inovações institucionais que permitam facilitar a vida dos formuladores de políticas públicas. Aliando a criatividade à técnica gerencial, estas iniciativas estão tornando a gestão da máquina pública mais simples e barata, ampliando o alcance dos programas e ações governamentais e melhorando, consequentemente, o nível de bem-estar social. No Brasil, apesar de tímidas, algumas destas ações vêm sendo incorporadas à agenda pública, orientando melhorias nas políticas de setores da economia e assuntos da sociedade. Nesta série de artigos serão listados alguns exemplos de como a economia comportamental tem auxiliado ...

Ciclos políticos orçamentários e decisões individuais: um experimento de economia comportamental

Julyana Covre Doutora em Economia Aplicada Membro Lanp Como as decisões individuais afetam a manutenção do oportunismo político-econômico? A troca dos políticos por pessoas “comuns” mitigaria oportunismo político-econômico? Na minha tese busquei refletir sobre essas perguntas à luz da economia comportamental. A Teoria dos Ciclos Políticos Orçamentários pressupõe que os administradores centrais  utilizem  instrumentos econômicos para  se manter no poder, de modo que as flutuações econômicas também ocorrem por questões políticas. O modelo teórico de Rogoff(1990), o qual analisa como os políticos podem utilizar a provisão de bens públicos enquanto sinalizador de sua competência. Por sua vez, os eleitores podem se tornar políticos em algum momento, de modo que, qualquer eleitor é um potencial político. Enquanto o trabalho teórico de Rogoff(1990) foca a perspectiva do político, racional e maximizador de utilidade, a tese utilizou a conce...