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Neuroeconomia

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Viviane Villar Estudante de Economia da UFV Membro da LANP  A Neuroeconomia surgiu a partir da necessidade de preencher lacunas no entendimento da tomada de decisões. Nessa área interagem a Economia Comportamental, a Psicologia Cognitiva e a Neurociência Cognitiva. Economia não precisa ser necessariamente apenas matemática e cálculos, ela também é movida por sentimentos, como a satisfação em obter um produto novo e a tentação em ver propagandas e acabar consumindo. A Aprendizagem pelo Reforço é um exemplo de aplicação da Neuroeconomia, e é feito de forma  irracional, onde decisões são tomadas com o intuito básico de sobrevivência das espécies (outras espécies também o possuem). Existem dois sistemas na Aprendizagem: O sistema límbico, que atua em processos emocionais automáticos. E o sistema inibitório, que é controlado a partir de consciência, atenção e esforço cognitivo. Todos estes processos são importantes na tomada de decisões, pois podem levar a prejuízos...

Armadilhas de pobreza comportamentais

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Adauto Brasilino Rocha Junior Mestrando UFV Membro da LANP Um dos conceitos mais interessantes na literatura recente sobre desenvolvimento econômico é o de “armadilhas de pobreza”. As armadilhas de pobreza podem ser definidas, de forma simplificada, como um conjunto de mecanismos de auto reforço pelos quais os países que começam pobres tendem a continuar pobres, ou seja, as forças geradas pela condição de pobreza atuam de modo a manter os indivíduos nessa mesma condição, funcionando como uma espécie de armadilha.  Essa ideia surgiu a partir de evidências empíricas da persistência de baixo crescimento da renda per capta em algumas nações, ao longo do tempo, em comparação com nações inicialmente mais ricas. Segundo Kraay e McKenzie (2014), o conceito de uma armadilha da pobreza ao nível nacional está relacionado com fundamentos microeconômicos que defendem a existência das armadilhas da pobreza a nível familiar. Essa ideia tem motivado diversos estudos, e tem embasa...

Bem-estar social e Ciências Comportamentais – Menores custos e maiores resultados

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Letícia Pereira Estudante de Economia da UFV Membro da LANP É possível afirmar que desde a Constituição de 1988, com o amadurecimento democrático, o Estado passou a ser mais questionado acerca do desempenho e da efetividade de suas ações. A exigência dos cidadãos para um uso mais adequado dos recursos públicos e a busca pela eficiência nas atividades fazem parte dos anseios atuais da população brasileira. Os direitos constitucionais são assegurados muitas vezes por políticas públicas, ou seja, conjuntos de programas e decisões tomadas pelos governos com participação - direta ou não - de entres públicos e privados para determinado segmento social, cultural, étnico ou econômico. Dessa forma, tais políticas são implementadas visando alcançar o bem-estar da sociedade, mas, será que são eficazes?  Além da análise financeira, da distribuição dos recursos públicos, é essencial entender que qualquer desenho de política pública eficiente traz consigo a compreensão de como toma...

Economia Comportamental nas Políticas Públicas

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Jayane Lima Freitas Estudante de Economia na UFV Membro da LANP Você pouparia mais se 10% do seu cheque de pagamento fosse depositado automaticamente em uma conta separada?   Você se sentiria mais obrigado a pagar seus impostos se soubesse que todos os vizinhos do seu bloco os pagaram?   E você usaria o secador de mão em vez de uma toalha de papel em um banheiro público se um aviso lembrasse o impacto ambiental de cortar árvores? As respostas a essas questões são importantes para os governos, pois podem ajudá-los a elaborar políticas públicas melhores e inovadoras, auxiliadas pela economia comportamental. Muitas políticas desenhadas impactarão no cotidiano de pessoas, empresas e cidades. E é neste cotidiano que reside a necessidade de promover mudanças de comportamento. As intervenções comportamentais podem ser ferramentas poderosas e de baixo custo para ajudar os governos a melhorar suas políticas públicas, levando em consideração a forma como as pe...

O estudo da pobreza sob a perspectiva da Economia Comportamental

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 Maria Angelica Santos Estudante de Economia na UFV Membro da LANP O estudo da pobreza instiga economistas no mundo inteiro há muitas décadas. Enquanto uma parte deles acredita fielmente no principio econômico do homem racional, outra tenta compreender como ambiente pode influenciar nas decisões das pessoas e impedi-las de saírem da pobreza. Neste sentido, com o intuito de ponderar os diferentes estudos sobre a pobreza e suas variadas implicações socioeconômicas, a Economia Comportamental insere a análise das escolhas influenciadas pela ausência de renda.    Caracterizada não apenas pela situação de carência na qual os indivíduos não possuem suas necessidades atendidas adequadamente, a pobreza também pode ser associada com exposição à violência e ao crime, falta de acesso a serviços de saúde e outros empecilhos. Enquanto campo de estudo, a Psicologia da Pobreza visa compreender, através de uma metodologia experimental, como as pessoas em vulne...

Nudging e Ética

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Anna Clara Moreira Estudante de Economia da UFV Membro da LANP A discussão sobre a ética no campo das ciências comportamentais, como um todo, tem ganhado cada vez mais força, em especial devido às técnicas de nudging, que tendem à um paternalismo leve, levantando a discussão de até onde esse “empurrãozinho” pode atuar. A ideia-chave do nudge, segundo Cass R. Sunstein, é a de criar formas de direcionamento que preservam a liberdade e, ao mesmo tempo, indicam uma determinada escolha padrão, podendo a pessoa, mesmo com essa orientação pré-determinada, não escolher essa opção padrão; um exemplo clássico de nudge é o funcionamento de um GPS, que indica o caminho sem, de forma alguma, obrigar o motorista a seguir aquela direção. Além disso, o objetivo da ferramenta, na maioria das vezes, é tornar a vida cotidiana mais simples e segura; muitas vezes diminuindo a chance de encontro com dificuldades e facilitar o alcance de seus objetivos. Todavia, ainda há a preocupação de qu...

Rapport

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Arthur Carvalho Estudante de Economia na UFV Membro da LANP Rapport é um conceito do ramo da psicologia que significa uma técnica usada para criar uma ligação de sintonia e empatia com outra pessoa. Esta palavra tem origem no termo em francês rapporter que significa "trazer de volta". O rapport ocorre quando existe uma sensação de sincronização entre duas ou mais pessoas, porque elas se relacionam de forma agradável. A confiança diminui a tensão interpessoal e faz com que interação fique mais à vontade. Importante no estudo e identificação de várias manifestações comportamentais, o rapport pode ser usado no contexto de relacionamentos pessoais ou profissionais. No contexto teórico, o rapport inclui três componentes comportamentais: atenção mútua, positividade mútua e coordenação. “Rapport é a capacidade de entrar no mundo de alguém, fazê-lo sentir que você o entende e que vocês têm um forte laço em comum. É a capacidade de ir totalmente do seu mapa do mundo ...